É sempre a mesma fórmula. A mocinha está apaixonada pelo mocinho, que é quase perfeito, se não fosse os erros utópicos que só as amigas da mocinha veem, e até comentam, mas ela nunca consegue enxergá-los. Aliás, sabe que os erros existem, mas engana a si própria preferindo não vê-los. Até que aquele divino dia chega, acompanhado do encontro com o malvado, é claro. No começo, ela o odeia. Ele não passa de um ser falastrão, imoral, indecente, orgulhoso e, acima de tudo, sexy. Mas o tempo passa e traz um acontecimento que acarreta numa união drástica dos dois. Carro quebrado, contratação profissional, parceria musical e, até mesmo, ou melhor, na maioria das vezes, problemas supérfluos do interior feminino já foram os responsáveis por tal união. Eles são obrigados a passar um bom tempo juntos. Ela odeia isso, ele ama o fato dela odiar isso. E eis que, num certo momento, ao conhecer a sua linda sobrinha de cabelos lisos e sorriso meigo ou os seus melhores amigos que só falam bem dele e da tragédia que marcou a sua vida, ela para por um instante e olha mais atentamente para o até então odiado, incompetente e, não vamos esquecer, sexy ser humano. É, ele sempre está impecável nessa hora do filme. E, depois de um sorriso aqui e um abraço acolá, não é que ela encontra algo bom, amável, doce e deliciosamente irresistível no malvado? Milagrosamente se dá de conta que está completamente apaixonada pelo amor da sua vida. Ela se entrega, eles se beijam e a noite mais incrível acontece. Tudo está perfeito. Mas o mocinho do início do filme resolve aparecer. Ééééé, aquele mesmo que ela tanto amava. E agora? O que fazer? Ela pensa. O mocinho aparece com um pedido para deixar o relacionamento dos dois ainda mais sério. - muitas vezes é aquela velha imagem dos joelhos no chão, uma mão indo ao bolso e um impecável cubículo que guarda o tão preciso anel -. Ela fica petrificada. Olha para o ex malvado, olha para o mocinho e num ato desesperador – e burro – ela escolhe o último. Uma semana se passa. Mais três dias. Até que o rejeitado vai atrás dela, a encontra e conta tudo o que sente. O escolhido, corno e único personagem que ninguém tem pena, pergunta o que está acontecendo e quem é aquele intruso. Ela resolve se abrir e contar tudo. A desculpa é a mesma: não é você, sou eu. Às vezes o cara entende e às vezes o cara entende e ainda se vinga do desconhecido com um belo murro no meio do nariz. O nariz sangra, mas não quebra. A mocinha se abaixa desesperadamente e olha nos olhos do seu atual e grande amor. Ele sorrir. Ela sorrir. Os dois se beijam. E finalmente o malvado vira mocinho.
Como eu disse: a fórmula é sempre a mesma. O que muda é a maneira de falar. Engraçado é que sempre dá certo. A plateia feminina chora e a masculina esconde o choro e diz que o filme não foi nada demais. No final das contas, os dois aprovam e perguntam se aquilo pode ser real – em outras palavras, se pode acontecer com eles -.
O problema é que a mocinha da vida real é mais iludida do que a da ficção, sempre espera o melhor do mocinho, mas ele, além de ser bem menos perfeito, agrada qualquer uma que lhe estender a mão. Além disso, e para piorar a situação, o bendito do malvado só vive em extinção.
Vai ver que esse é o motivo do sucesso dessa fórmula. Tentar abrir os olhos de quem vive assistindo a mesma história e se quer aprende algo com ela. Acho que os roteiristas, diretores, produtores – enfim, seres pensantes – lançam esses filmes com apenas uma finalidade: mudar nossas cabecinhas.
Não sei se vão conseguir. Mas que vão lucrar... Isso sim é fato.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Num certo lugar.
Acabei de me encontrar, apesar de ainda continuar perdido. De um lado, escuridão; do outro, o desconhecido. Olho para frente e para baixo, mas não consigo enxergar absolutamente nada. Apenas um ponto branco escondido no dedinho minúsculo do meu pé direito. Tão pequeno que se acomoda perfeitamente entre o espaço insignificante do meu entre dedos. Mas, mesmo assim, ainda consigo ver o ponto tentando brilhar, tentando chamar minha atenção. Acho que, para completar seu objetivo, ele precisa se esforçar mais. Além dele, não vejo mais nada. Só sinto. Uma dor que na mesma hora é alegria. Uma alegria que na mesma hora é dor. Fico até confuso em tentar distinguir o primeiro do segundo, mas sei que eles são bastante diferentes.
Outro sentimento estagnado é a saudade. Saudade de abrir os olhos, apesar de já estarem abertos. Sinto falta de saber por onde ando e se esse caminho é o certo. Acho que foi esse o motivo que me fez estar onde estou. Se você não presta atenção quando faz pela primeira vez, a segunda vai acontecer muito mais fácil. Por isso que assassino é assassino. A primeira é quase impossível, a segunda é difícil, a terceira já começa a ser apenas o simples apertar o gatilho.
E quando você menos espera, a escuridão obscurece o seu ambiente. E você se pergunta: onde estou? Para onde vou? O que faço? Ai vai olhar para um lado e vai ver escuridão. Vai olhar pro outro e vai ver o desconhecido.
É. Acho melhor me arriscar pelo desconhecido, quem sabe eu tenho a sorte de encontrar uma vela, alguns fósforos e poder acender uma luz que ilumine novamente o meu caminhar.
Outro sentimento estagnado é a saudade. Saudade de abrir os olhos, apesar de já estarem abertos. Sinto falta de saber por onde ando e se esse caminho é o certo. Acho que foi esse o motivo que me fez estar onde estou. Se você não presta atenção quando faz pela primeira vez, a segunda vai acontecer muito mais fácil. Por isso que assassino é assassino. A primeira é quase impossível, a segunda é difícil, a terceira já começa a ser apenas o simples apertar o gatilho.
E quando você menos espera, a escuridão obscurece o seu ambiente. E você se pergunta: onde estou? Para onde vou? O que faço? Ai vai olhar para um lado e vai ver escuridão. Vai olhar pro outro e vai ver o desconhecido.
É. Acho melhor me arriscar pelo desconhecido, quem sabe eu tenho a sorte de encontrar uma vela, alguns fósforos e poder acender uma luz que ilumine novamente o meu caminhar.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Ela mudou.
O tempo passa, passa o tempo e, mesmo assim, algumas pessoas ainda continuam as mesmas. Mesmos pensamentos, mesmas ideologias, mesmos amigos, mesma vida. Não crescem, não vivem, não mudam. Não que elas sejam piores por causa disso, nem que elas sejam melhores por causa disso, elas apenas permaneceram as mesmas. Sem acrescentar nem subtrair nada na vida. Pena, não foram esponjas para absorverem o que a vida tem de melhor: ela mesma. Apenas continuaram, sem sal, sem gosto, sem nada. Num vazio contínuo de um cotidiano medíocre. A segunda é igual à terça; a terça, igual à quarta e assim sucessivamente. Na melhor das hipóteses, o sábado é diferente. E só ele, porque no domingo é necessário se conter, renovar a mente, e, só assim, continuar com a triste rotina. Sorte daqueles que têm um dia diferente, onde em todos os momentos há uma aventura nova, um sorriso novo, uma piada nova. Os que inovaram seus pensamentos, trabalharam novas ideologias, conheceram novos amigos, mudaram de vida. Esses sim, sabem absorver o que a vida tem de melhor. Não vivem no passado, pelo contrário, dão valor a ele olhando para o futuro. Veem as fotos e dizem: como eu era diferente; não fisiologicamente falando, mas psicologicamente e, quem sabe, espiritualmente. Relembram o passado como fonte de inspiração para o presente e assim dão mais valor aos amigos que um dia marcaram suas vidas. Aprendem que um sorriso vale mais, porque você não tem a certeza de que ele estará lá na próxima vez. E observam que as conversas não têm mais timidez, tudo é dito, mesmo que os assuntos não sejam mais o que antigamente costumavam ser. E descobrem que a inocência nem sempre acompanha os pensamentos. Que uma feição pode ser ilusória e passar uma expressividade que não está de acordo com a pura verdade sobre alguém.
Eles veem que a mudança carrega fardos. Alguns bons, outros ruins. Mas, em tudo, reconhecem que a vida é bem melhor quando as mudanças acontecem. E, mesmo após vários anos, podem olhar para uma pessoa e dizer: ela mudou. Nem pra melhor, nem pra pior. Apenas mudou.
Eles veem que a mudança carrega fardos. Alguns bons, outros ruins. Mas, em tudo, reconhecem que a vida é bem melhor quando as mudanças acontecem. E, mesmo após vários anos, podem olhar para uma pessoa e dizer: ela mudou. Nem pra melhor, nem pra pior. Apenas mudou.
domingo, 12 de julho de 2009
A você. Que me apresentou a mais uma de Vinicius.
Abusei da regra três?
Ou a regra três abusou de mim?
Só sei que, num piscar de olhos,
Entrei no temido lugar, onde o menos vale mais.
Ou o mais vale menos.
O que importa? Agora, tudo vale igual.
Bem que ele disse: o perdão também cansa de perdoar.
Pelo visto, vou curtir o deserto. Apenas só ou sozinho.
Num escuro perturbante.
Mas com a brecha de luz daquela lâmpada que insiste em brilhar.
E mesmo que com tão pouco você já foi,
Acredito que com o muito você ficou.
Porque os momentos felizes deixaram raízes no penar.
E se um dia a tristeza quiser entrar,
Lá estarei eu, lembrando do melhor sorriso.
E quem sabe, poderei até chorar.
Ou a regra três abusou de mim?
Só sei que, num piscar de olhos,
Entrei no temido lugar, onde o menos vale mais.
Ou o mais vale menos.
O que importa? Agora, tudo vale igual.
Bem que ele disse: o perdão também cansa de perdoar.
Pelo visto, vou curtir o deserto. Apenas só ou sozinho.
Num escuro perturbante.
Mas com a brecha de luz daquela lâmpada que insiste em brilhar.
E mesmo que com tão pouco você já foi,
Acredito que com o muito você ficou.
Porque os momentos felizes deixaram raízes no penar.
E se um dia a tristeza quiser entrar,
Lá estarei eu, lembrando do melhor sorriso.
E quem sabe, poderei até chorar.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Só pra postar.
Atormentado com a imagem tão peculiar, ele se perdia no seu próprio intelecto, entre um certo subconsciente, que predominava na situação, e o consciente, declaradamente intrometido. Não aguentava mais olhá-la, não por ter traços precisos e equilibrados, desenhados com total perfeição, nem por apresentar cores que se encaixavam magicamente, como se ensaiassem seus passos desde crianças, mas por algo misteriosamente incógnito; que nem mesmo ele ousara saber.
Petrificado numa posição inadequada, que denunciava sua angústia pela tal imagem, o homem pensava baixo, analisando o suposto autor daquela obra-de-arte.
- Será que é de Vermeer? Reforço nos detalhes, símbolos naturais. Mas...
Algo estava errado. O quadro tinha uma característica própria, tão gritante quanto a incapacidade de conseguir encontrá-la. Mas sabia-se que ela estava lá. A dúvida do devido autor reinava sobre sua mente, até que uma bela moça, com um vestido longo, de corte especial que mostrava suas lindas pernas, tão hidratadas quanto o seu rosto, que, além de ser belo, passava uma delicadeza divina, olha para a imagem e instantaneamente diz:
- Lindo. Só poderia ser Chen Bo.
Nesse exato e único momento, só veio uma palavra na boca do homem: humilhação. Ainda bem que ele estava no processo de “pensar baixo”, não chamando a atenção da linda e charmosa mulher. Logo, ele percebeu algo até então inédito, que o incomodou por completo; realmente não entendia nada de arte, principalmente de pintura. Após o impacto da tal descoberta, ele começou a olhar para a imagem de outra forma, perdeu seu posto de soberania, quebrando com toda a angústia, e desceu para algo mais desfrutador, onde ele apreciava com total prazer a tal imagem, sem questioná-la, apenas olhava e olhava, sem nenhuma intenção a mais.
E de alguém que não conseguia ver a beleza exemplar da imagem, porque achava estar num posto superior e impróprio para ser encantado pela mesma, ele descobriu que é mais satisfatório ser humilde e conseguir apreciar o que há de melhor.
Petrificado numa posição inadequada, que denunciava sua angústia pela tal imagem, o homem pensava baixo, analisando o suposto autor daquela obra-de-arte.
- Será que é de Vermeer? Reforço nos detalhes, símbolos naturais. Mas...
Algo estava errado. O quadro tinha uma característica própria, tão gritante quanto a incapacidade de conseguir encontrá-la. Mas sabia-se que ela estava lá. A dúvida do devido autor reinava sobre sua mente, até que uma bela moça, com um vestido longo, de corte especial que mostrava suas lindas pernas, tão hidratadas quanto o seu rosto, que, além de ser belo, passava uma delicadeza divina, olha para a imagem e instantaneamente diz:
- Lindo. Só poderia ser Chen Bo.
Nesse exato e único momento, só veio uma palavra na boca do homem: humilhação. Ainda bem que ele estava no processo de “pensar baixo”, não chamando a atenção da linda e charmosa mulher. Logo, ele percebeu algo até então inédito, que o incomodou por completo; realmente não entendia nada de arte, principalmente de pintura. Após o impacto da tal descoberta, ele começou a olhar para a imagem de outra forma, perdeu seu posto de soberania, quebrando com toda a angústia, e desceu para algo mais desfrutador, onde ele apreciava com total prazer a tal imagem, sem questioná-la, apenas olhava e olhava, sem nenhuma intenção a mais.
E de alguém que não conseguia ver a beleza exemplar da imagem, porque achava estar num posto superior e impróprio para ser encantado pela mesma, ele descobriu que é mais satisfatório ser humilde e conseguir apreciar o que há de melhor.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Futuro promissor
02. Menina de seis anos de idade é violentada pelo próprio pai. Ele diz que fez o ato porque não recebia “carinhos” suficientes da mulher, que colocava gaia nele com o seu melhor amigo. É bronca.
04. Deputado é preso após ter roubado 6 milhões de reais que deveriam ser destinados para a construção de uma rodovia. Ele afirma que o dinheiro estava sendo guardado para devidas precauções futuras.
06. O ator Luís Verdana acaba de se separar da sua mulher. O casamento durou apenas 4 meses. Olha olha. E outra, ator da globo é pego usando cocaína em festa. Atriz aparece na internet fazendo relações sexuais com três homens.
07. Pu%# que Pa$#u. Tá Fo!@ o programa hoje. Cara@#$!. Pois é assim mesmo, aqui é na base da porrada, porr@. E se não gostou, vá tom$@ no c#. Seu merdinha burguês.
09. Enchente desabriga 100 mil pessoas no Norte e Nordeste do Brasil. Estado declara emergência. O dinheiro que deveria ajudar essas famílias sumiu, o governo diz não saber o porquê do fato, mas diz que vai pesquisar.
11. Vemos aq... o que aconte... qua... tira... o lugar. Sempre é vis... poi... o úni... momen... deve ter na educação... Senhor Moisé..... explica que o núme.... deve est..... compli... aqui.
13. Estamos em mais uma final do BBB. Ligue agora e tire alguém da casa. Pegue o seu telefone da Tim, aquele Nokia lindo, use uma camisa de C&A, coloque um Super Bond no seu boneco da Estrela preferido e ligue. Ou mande uma mensagem e concorra a um Pálio Fire 1.8 com um som da Sony.
É comprovado que uma criança passa no mínimo 4 horas diárias na frente de uma TV. Futuro promissor o Brasil terá pela frente, não acha?
04. Deputado é preso após ter roubado 6 milhões de reais que deveriam ser destinados para a construção de uma rodovia. Ele afirma que o dinheiro estava sendo guardado para devidas precauções futuras.
06. O ator Luís Verdana acaba de se separar da sua mulher. O casamento durou apenas 4 meses. Olha olha. E outra, ator da globo é pego usando cocaína em festa. Atriz aparece na internet fazendo relações sexuais com três homens.
07. Pu%# que Pa$#u. Tá Fo!@ o programa hoje. Cara@#$!. Pois é assim mesmo, aqui é na base da porrada, porr@. E se não gostou, vá tom$@ no c#. Seu merdinha burguês.
09. Enchente desabriga 100 mil pessoas no Norte e Nordeste do Brasil. Estado declara emergência. O dinheiro que deveria ajudar essas famílias sumiu, o governo diz não saber o porquê do fato, mas diz que vai pesquisar.
11. Vemos aq... o que aconte... qua... tira... o lugar. Sempre é vis... poi... o úni... momen... deve ter na educação... Senhor Moisé..... explica que o núme.... deve est..... compli... aqui.
13. Estamos em mais uma final do BBB. Ligue agora e tire alguém da casa. Pegue o seu telefone da Tim, aquele Nokia lindo, use uma camisa de C&A, coloque um Super Bond no seu boneco da Estrela preferido e ligue. Ou mande uma mensagem e concorra a um Pálio Fire 1.8 com um som da Sony.
É comprovado que uma criança passa no mínimo 4 horas diárias na frente de uma TV. Futuro promissor o Brasil terá pela frente, não acha?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
P/B.
A tinta preta entrou em ação. De fininho, ganhou seu espaço, um por um. O amarelo, o azul e o verde nem desconfiaram da infiltração do preto. O vermelho até que desconfiou, mas foi imprudente ao tentar alertar as outras cores.
Aos poucos o colorido ia sumindo, dando espaço ao preto. Não se via mais o amarelo, tão belo e comovente, presente num dos momentos mais perfeitos: o pôr-do-sol; ou no cabelo louro daquela mulher que chama atenção com os saltos altos, as roupas de moda e o estilo simpático de ser. O azul do mar, que preenchia quase toda a imagem com sua exuberância, foi-se; assim como as calças jeans que cobriam os corpos daquele casal, sentado na beira da praia, curtindo o momento. O verde das paisagens, da natureza, dos coqueirais, do contato direto com o mundo, desapareceu. O vermelho foi o que mais resistiu, não por ter suspeitado do preto, mas por representar o que há de mais importante: o amor; visto no pôr-do-sol, na mulher loura e no belo casal que olhava o mar.
Tudo ficou preto. Até que surgiu o branco, que, ao se juntar com o preto, deu vida ao cinza. No começo, tudo ficou sem nexo, sem efeito, sem emoção; mas depois, quando o cinza deu contraste à imagem, quando o branco limitou os espaços e quando o preto deixou de ser egoísta, a imagem tornou-se algo mais chocante, divino e emotivo; direcionando-se a um patamar superior. O pôr-do-sol ficou mais perfeito do que nunca; a loura, que deixou de ser loura, chamou ainda mais atenção; o mar tornou-se mais amplo e espaçoso, atribuindo mais vida a tal imagem; a natureza gritou, afirmando estar lá, persistindo em comparecer, mesmo quando a maltratamos. E o amor ficou ainda mais apaixonante e sentimental, contrariando todas as dúvidas outrora vividas.
Tudo era preto e branco, mas tudo parecia estar mais colorido do que nunca. Não pelas cores em si, mas pela emoção que a imagem passava. Antes, o colorido estava parado, acomodado em fazer apenas sua parte; estava sem vida, sem graça. Agora, mesmo ausente, ele gritava e pulava. Era como se ele vibrasse a beleza da nova imagem, que deixara de ser colorida, para torna-se preta e branca.
E viu que certas vezes é preciso perder as cores, dar-se por algo mais humilde, porém mais cativante. Perdeu-se as cores chamativas, fortes, quentes; mas se ganhou emoção, sentimento, vida. Pois o foco deixou de ser o colorido e passou a ser o detalhe, que, se você reparar, é o grande responsável pela perfeição da imagem.
Aos poucos o colorido ia sumindo, dando espaço ao preto. Não se via mais o amarelo, tão belo e comovente, presente num dos momentos mais perfeitos: o pôr-do-sol; ou no cabelo louro daquela mulher que chama atenção com os saltos altos, as roupas de moda e o estilo simpático de ser. O azul do mar, que preenchia quase toda a imagem com sua exuberância, foi-se; assim como as calças jeans que cobriam os corpos daquele casal, sentado na beira da praia, curtindo o momento. O verde das paisagens, da natureza, dos coqueirais, do contato direto com o mundo, desapareceu. O vermelho foi o que mais resistiu, não por ter suspeitado do preto, mas por representar o que há de mais importante: o amor; visto no pôr-do-sol, na mulher loura e no belo casal que olhava o mar.
Tudo ficou preto. Até que surgiu o branco, que, ao se juntar com o preto, deu vida ao cinza. No começo, tudo ficou sem nexo, sem efeito, sem emoção; mas depois, quando o cinza deu contraste à imagem, quando o branco limitou os espaços e quando o preto deixou de ser egoísta, a imagem tornou-se algo mais chocante, divino e emotivo; direcionando-se a um patamar superior. O pôr-do-sol ficou mais perfeito do que nunca; a loura, que deixou de ser loura, chamou ainda mais atenção; o mar tornou-se mais amplo e espaçoso, atribuindo mais vida a tal imagem; a natureza gritou, afirmando estar lá, persistindo em comparecer, mesmo quando a maltratamos. E o amor ficou ainda mais apaixonante e sentimental, contrariando todas as dúvidas outrora vividas.
Tudo era preto e branco, mas tudo parecia estar mais colorido do que nunca. Não pelas cores em si, mas pela emoção que a imagem passava. Antes, o colorido estava parado, acomodado em fazer apenas sua parte; estava sem vida, sem graça. Agora, mesmo ausente, ele gritava e pulava. Era como se ele vibrasse a beleza da nova imagem, que deixara de ser colorida, para torna-se preta e branca.
E viu que certas vezes é preciso perder as cores, dar-se por algo mais humilde, porém mais cativante. Perdeu-se as cores chamativas, fortes, quentes; mas se ganhou emoção, sentimento, vida. Pois o foco deixou de ser o colorido e passou a ser o detalhe, que, se você reparar, é o grande responsável pela perfeição da imagem.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Do ninguém ao alguém.
Quem dera. Ele nunca conseguiu ser alguém na vida, quanto mais agora, nesse momento delicado e incerto. Nas oportunidades, não assegurava seu lugar no pódio para garantir um espaço, mesmo que seja medíocre, como o terceiro lugar. Nas desvantagens, que sempre estiveram presentes no seu caminhar, ele nunca se sobressaiu, nem quis, nem buscou. Sempre fora um ser ordinário e trivial. Tão insignificante quanto seus livros não lidos guardados eternamente nas estantes do seu quarto, que usara apenas para dormir, quando não tinha insônia.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
sábado, 4 de abril de 2009
Pão de todos os dias.
Ela fecha os olhos, deixando apenas uma brechinha do globo ocular à mostra. E no mesmo instante, puxa levemente as bochechas pra dentro da boca, fazendo um biquinho, igual àqueles de uma criança encantadora pedindo um beijinho. É lindo. Tudo tão simples e repetitivo, mas tão charmoso e meigo. Sabe quando alguém faz algo tão surpreendente e belo que você quer dar um aperto naquela pessoa? É exatamente isso que ocorre quando esse ato sublime acontece.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sorte.
Acordei e ainda era de noite. Tão escuro que sentia minha mão tocar no meu rosto, mas não conseguia vê-la. Aí, pensei: levanto pra acender a luz? Instantaneamente veio a resposta: claro que não. Ainda hesitei em levantar, mas nem fiz. A preguiça falou mais alto. De repente, o celular toca. Mas não era toque de ligação, era algo melhor: mensagem. Logo, veio em mente: Será que é ela? Com a luz do celular, consegui alcançá-lo e, ansioso, chequei a mensagem. Não era ela. Era a porcaria da Tim dizendo que eu tinha direito a 30 mil reais, se eu pagasse R$ 5 e participasse de uma promoção. Quem dera, nunca ganhei um mero Big Big num bingo, quanto mais uma promoção da Tim. Ainda nem sei como continuo jogando na Mega-Sena. Isso é pra sortudos, e sortudo com certeza eu não sou. Se fosse, teria acordado de manhã, na hora certa pra começar o dia; ao acordar, teria visto o celular e nele estaria uma mensagem dela, com palavras lindas que me causassem um pouco de satisfação emocional. Mas não. Não sou sortudo. Deixa isso pras pessoas que, apostando só uma vez na vida, conseguem ganhar na Mega-Sena. E pior, ainda gasta todo o dinheiro, joga mais uma vez, e ganha de novo. Isso não existe. Sério. Mas por que ele merece isso e eu não? Será que eu nasci num dia de lua cheia? Ou ele nasceu com a bunda virada pra cima? Não sei. Apenas sei que um dia eu espero acordar na hora certa, com uma mensagem de uma pessoa que eu amo dizendo coisas lindas que me causem um pouco de satisfação emocional. Melhor ainda se for muita satisfação emocional. Nem preciso ganhar na Mega-Sena, até porque isso já é pedir demais. E outra: quem tem sorte no amor, tem azar no jogo. Apesar de não acreditar na sorte e, consequentemente, no azar. Pois é. Mas numa coisa eu acredito: no amor.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
Bons tempos
Ah, os bons tempos. Onde telespectadores podiam assistir Vinícius e Tom cantando poemas emocionantes na, até então, respeitada Rede Globo. “...a sorrir, a cantar, a pedir, a beleza de amar.” Algo emocionantemente brilhante.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lua.
A lua veio, e com ela, o amor. Dedos acariciando dedos. Mãos tocando mãos. Boca com boca. E o beijo. Tudo a favor da lua.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
terça-feira, 10 de março de 2009
Esquizofrenia.
Eu olhei para aquelas mãos. E que mãos. Aparentemente leves, bem cuidadas – o tipo de pessoa que banha suas preciosas extremidades dos membros superiores com três tipos diferentes de hidratantes antes e depois de dormir – e absurdamente lindas. Até demais. Eram tão meigas que nem a veia sanguínea que pulava míseros milímetros da pele da mão direita estragava a perfeição daquelas mãos. E olhe que eu ainda estou falando das mãos. Uma divindade insignificante se comparada com o conjunto da obra.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Diagnosticando
Briguei com minha mãe. Foi feio. Por parte dela: mais pra ela do que pra mim. Pela minha parte: mais pra mim do que pra ela. Foi feio mesmo. Até demais.
Foi aí que eu pensei:
- Por que a gente briga?
Mas pensei errado. Essa não era a pergunta certa. O certo seria:
- Por que a briga existe?
Eis que veio a resposta: pra diagnosticar os relacionamentos da nossa vida.
Se você briga raramente com uma pessoa é porque essa briga serve pra dizer que o seu relacionamento está vivo. Houve a briga, foi ruim, mas, quando ela passar, tudo vai ficar melhor do que antes. Porque existe o momento pós-briga, algo importantíssimo para a sobrevivência do relacionamento: o perdão.
Por outro lado, se você briga temporariamente com uma pessoa. Cuidado. Provavelmente seu relacionamento está doente. Porque a briga enjoa. E ao enjoar, você vai querer colocar algo pra fora e esse algo pode ser a verdade ou a mentira que você está vivendo. E provavelmente esse ato vem seguido de dúvidas. “O que eu estou fazendo com essa pessoa?”. “Ela realmente é o que eu quero?”. “Será que a gente vai continuar brigando?”. “Por que ele(a) me trata assim?”.
Mas se você briga constantemente. Comece a fugir daquela luz branca no fim do túnel, porque seu relacionamento está morrendo. Se já não morreu. E, ao invés das dúvidas, nasce a afirmação. “Ele(a) não é a pessoa pra mim”. “Ele(a) está lascado na minha mão”. “Nunca mais quero olhar pra você na minha vida”. “Eu te odeio”.
Palavras ferem. Mais do que armas. Mais do que ações. Mais do que a gente imagina. Ela fere. Tanto a alma como o coração. E, na atitude da afirmação, falamos coisas inimagináveis. Portanto, por experiência própria, tenho que enfatizar mais isso: palavras ferem. Cuidado.
A briga realmente diagnóstica o relacionamento. Apenas isso. Ela não cura, nem piora. É um mero reflexo das nossas atitudes. Ou seja, se a briga começar, saiba que é melhor você ter um remédio para fazê-la parar.
Ainda bem que a briga com minha mãe foi algo perdido em meio a 22 anos de convivência. Mas já sei que é melhor parar, porque você sabe, quando a doença vem e a gente não cuida, ela se espalha. E de um raro acontecimento pode surgir um “não agüento mais”.
Foi aí que eu pensei:
- Por que a gente briga?
Mas pensei errado. Essa não era a pergunta certa. O certo seria:
- Por que a briga existe?
Eis que veio a resposta: pra diagnosticar os relacionamentos da nossa vida.
Se você briga raramente com uma pessoa é porque essa briga serve pra dizer que o seu relacionamento está vivo. Houve a briga, foi ruim, mas, quando ela passar, tudo vai ficar melhor do que antes. Porque existe o momento pós-briga, algo importantíssimo para a sobrevivência do relacionamento: o perdão.
Por outro lado, se você briga temporariamente com uma pessoa. Cuidado. Provavelmente seu relacionamento está doente. Porque a briga enjoa. E ao enjoar, você vai querer colocar algo pra fora e esse algo pode ser a verdade ou a mentira que você está vivendo. E provavelmente esse ato vem seguido de dúvidas. “O que eu estou fazendo com essa pessoa?”. “Ela realmente é o que eu quero?”. “Será que a gente vai continuar brigando?”. “Por que ele(a) me trata assim?”.
Mas se você briga constantemente. Comece a fugir daquela luz branca no fim do túnel, porque seu relacionamento está morrendo. Se já não morreu. E, ao invés das dúvidas, nasce a afirmação. “Ele(a) não é a pessoa pra mim”. “Ele(a) está lascado na minha mão”. “Nunca mais quero olhar pra você na minha vida”. “Eu te odeio”.
Palavras ferem. Mais do que armas. Mais do que ações. Mais do que a gente imagina. Ela fere. Tanto a alma como o coração. E, na atitude da afirmação, falamos coisas inimagináveis. Portanto, por experiência própria, tenho que enfatizar mais isso: palavras ferem. Cuidado.
A briga realmente diagnóstica o relacionamento. Apenas isso. Ela não cura, nem piora. É um mero reflexo das nossas atitudes. Ou seja, se a briga começar, saiba que é melhor você ter um remédio para fazê-la parar.
Ainda bem que a briga com minha mãe foi algo perdido em meio a 22 anos de convivência. Mas já sei que é melhor parar, porque você sabe, quando a doença vem e a gente não cuida, ela se espalha. E de um raro acontecimento pode surgir um “não agüento mais”.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
E.
A saudade chegou. E todo mundo sabe que quando ela chega é porque algo está acontecendo. Pode ser a falta de comodidade, mas acho que não. Ou a falta da convivência, mas, apesar de ter grande papel nessa história, também acho que não. Ou pode ser algo a mais. É. Mais provável que seja isso.
Porque saudade é uma palavra muito forte, tão forte que nenhuma palavra da Língua Inglesa tem a capacidade de traduzi-la, nem mesmo da Língua Chinesa ou da Língua Alemã ou da Língua Castelhana. E se eu continuar assim, provavelmente irei falar metade das Línguas existentes no planeta. Ou no universo, para aqueles que acreditam em Aliens.
É. Brasileiro sente saudade. Ele realmente sabe amar. Ou ser amigo. Ou os dois. Que dúvida! Tantos ous e ous, para, na hora certa, ficar entre eles. Um ou pra cá, um ou pra lá e a gente acaba esquecendo do e. Pra quem não sabe ou pra quem sabe e esqueceu, o ou é uma conjunção alternativa, ou seja, entre as alternativas dadas, ele vai deixar apenas uma, excluindo todas as outras. Já o e, seguindo o mesmo contexto, é uma conjunção que liga as alternativas dadas, conectando-as e aproximando-as. Quem sabe um dia, quando houver menos ous, a gente use mais o e.
Mas...e a saudade? Já estava sentindo falta dela. Tão consciente, certa, segura e convicta. Simplesmente explicadora. Quer ver quando você acha alguém especial? É só sumir por um tempo e a saudade vai aparecer. Sem ous, sem dúvidas, sem descartes. Apenas o e. O mais. A ligação.
E você se liga e se toca, até demais, que aquela pessoa agora te faz falta. Assim como o teu café-da-manhã ou a tua roupa íntima ou o teu livro. Aliás. Retiro o que eu disse. Aquela pessoa agora te faz falta. Assim como o teu café-da-manhã e a tua roupa íntima e o teu livro.
Que alívio. O dia do menos ous chegou. Eis que prevalece o e. Obrigado saudade. Tu fez do meu ou virar o e. E do e, a convicção e a certeza de que a saudade só bate quando a gente sabe amar. E ser amigo. E os dois.
Porque saudade é uma palavra muito forte, tão forte que nenhuma palavra da Língua Inglesa tem a capacidade de traduzi-la, nem mesmo da Língua Chinesa ou da Língua Alemã ou da Língua Castelhana. E se eu continuar assim, provavelmente irei falar metade das Línguas existentes no planeta. Ou no universo, para aqueles que acreditam em Aliens.
É. Brasileiro sente saudade. Ele realmente sabe amar. Ou ser amigo. Ou os dois. Que dúvida! Tantos ous e ous, para, na hora certa, ficar entre eles. Um ou pra cá, um ou pra lá e a gente acaba esquecendo do e. Pra quem não sabe ou pra quem sabe e esqueceu, o ou é uma conjunção alternativa, ou seja, entre as alternativas dadas, ele vai deixar apenas uma, excluindo todas as outras. Já o e, seguindo o mesmo contexto, é uma conjunção que liga as alternativas dadas, conectando-as e aproximando-as. Quem sabe um dia, quando houver menos ous, a gente use mais o e.
Mas...e a saudade? Já estava sentindo falta dela. Tão consciente, certa, segura e convicta. Simplesmente explicadora. Quer ver quando você acha alguém especial? É só sumir por um tempo e a saudade vai aparecer. Sem ous, sem dúvidas, sem descartes. Apenas o e. O mais. A ligação.
E você se liga e se toca, até demais, que aquela pessoa agora te faz falta. Assim como o teu café-da-manhã ou a tua roupa íntima ou o teu livro. Aliás. Retiro o que eu disse. Aquela pessoa agora te faz falta. Assim como o teu café-da-manhã e a tua roupa íntima e o teu livro.
Que alívio. O dia do menos ous chegou. Eis que prevalece o e. Obrigado saudade. Tu fez do meu ou virar o e. E do e, a convicção e a certeza de que a saudade só bate quando a gente sabe amar. E ser amigo. E os dois.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
À inspiração.
E surge uma vontade brusca no meu interior. Algo tão acentuado que transmite uma sensação de liberdade única e nunca testemunhada, quebrando com qualquer cautela que pudera impedir uma explosão. Sim, isso mesmo. De tanto inspirar e inspirar, você fica cheio. E ao encher, você transborda. E ao transbordar, você rega as plantas que estão ao seu redor. Transbordar. Essa é a palavra certa para a inspiração. Porque mesmo com esse sentimento que manifesta uma vontade endeusada de se criar, se não houvesse uma água que saísse de nós, a transpiração, essa vontade iluminada, com o passar do tempo, iria se apagar. Porque a inspiração é apenas 1% da materialização do grandioso, os outros 99% pertencem à transpiração. Ao suor. À luta. Ao buscar. À tentativa. Ao crer. E das tentativas, nascem os erros. Dos erros, a experiência. Da experiência, a criação.
Se você reparar, todas as pessoas que, não transpirando, desistiram da inspiração, foram categorizadas como meros esforçados. Nada contra os esforçados, até porque eu sou um deles. Mas aqueles que derramaram águas de sangue para atingir, a partir da inspiração, o sonho tão desejado, são categorizados como gênios, apesar de terem errado, muitas vezes, mais do que os simples esforçados, algo que, inicialmente, já foram. Sou esforçado, mas nunca disse que iria desistir. E é aí onde a genialidade se encontra, na perseverança. Pois ela é quem vai combater e, posteriormente, destruir todos os insultos que causaram dúvidas para a sua indiscutível inspiração.
Até porque, como já dizia o grande jornalista David Brinkley, ex-repórter das emissoras americanas NBC e ABC, “Um homem bem-sucedido é aquele capaz de construir uma base firme com os tijolos que os outros atiraram nele.”. Homem de vida notável.
Falando em jornalista. São várias as inspirações. Para uns, a música inspirou a sua criação. Para outros, a criação inspirou a música. E assim vai. Igual à nascente do Rio São Francisco, segue um caminho longo. Tão longo que até o racismo virou inspiração para o fabuloso, e inesquecível, Martin Luther King, um dos maiores líderes ativista já presenciado pela humanidade. Lutou. E morreu. Pelos direitos civis. Uma inspiração que, literalmente, o fez transpirar até a morte.
Sim, mas voltando ao “falando em jornalista” - desculpem a mudança imediatista - a inspiração para que eu me tornasse um esforçado em busca da genialidade, foi uma jornalista. Uma pessoa que, assim como seus textos, encanta. Primeiro, a tal jornalista e, espero, aliás, creio, futuro gênio da comunicação social, mostrou um texto encantador, que faz você analisar todos os aspectos da vida e querer, de todo o coração, aquilo que foi lido. Não algo igual. Algo melhor. Maior. Porque o igual àquilo iria destruir a beleza do que aquilo é. Até porque essas coisas são experiências próprias e, por isso, únicas. Mas, não posso esquecer. Definitivamente não posso esquecer. Da publicitária que me apresentou a jornalista. Pois é. Um ser especial. Tão único quanto o que eu li e, ao ler, ansiei em ter. Uma amiga fofa, de um sorriso doce, radiante e, repetindo, fofo. – Ela é um ser tão fofo que isso merece ser explicitamente repetido diversas e diversas vezes. Fofa. Fofa. Fofa. Fofa. – E com esse cabelo novo tão charmoso e sedutor quanto a atriz Scarlett Johansson, que, não por acaso, ela é fã, irá conquistar corações. Mesmo os que estão distantes.
Elas, uma união comunicativa tão especial quanto uma campanha criada por Washington Olivetto, Nizan Guanaes, Roberto Duailibi, Francesc Petit, José Zaragoza, Zeca Martins e outros que, nesse exato momento, não me vem à memória. – Engraçado, a grande parte dos nomes citados é de redatores. -. E pense numa campanha que, mesmo sem conhecer como foi criada, é perfeita.
E pra elas, eu dedico essa minha traninspiração. E digo, suei.
Se você reparar, todas as pessoas que, não transpirando, desistiram da inspiração, foram categorizadas como meros esforçados. Nada contra os esforçados, até porque eu sou um deles. Mas aqueles que derramaram águas de sangue para atingir, a partir da inspiração, o sonho tão desejado, são categorizados como gênios, apesar de terem errado, muitas vezes, mais do que os simples esforçados, algo que, inicialmente, já foram. Sou esforçado, mas nunca disse que iria desistir. E é aí onde a genialidade se encontra, na perseverança. Pois ela é quem vai combater e, posteriormente, destruir todos os insultos que causaram dúvidas para a sua indiscutível inspiração.
Até porque, como já dizia o grande jornalista David Brinkley, ex-repórter das emissoras americanas NBC e ABC, “Um homem bem-sucedido é aquele capaz de construir uma base firme com os tijolos que os outros atiraram nele.”. Homem de vida notável.
Falando em jornalista. São várias as inspirações. Para uns, a música inspirou a sua criação. Para outros, a criação inspirou a música. E assim vai. Igual à nascente do Rio São Francisco, segue um caminho longo. Tão longo que até o racismo virou inspiração para o fabuloso, e inesquecível, Martin Luther King, um dos maiores líderes ativista já presenciado pela humanidade. Lutou. E morreu. Pelos direitos civis. Uma inspiração que, literalmente, o fez transpirar até a morte.
Sim, mas voltando ao “falando em jornalista” - desculpem a mudança imediatista - a inspiração para que eu me tornasse um esforçado em busca da genialidade, foi uma jornalista. Uma pessoa que, assim como seus textos, encanta. Primeiro, a tal jornalista e, espero, aliás, creio, futuro gênio da comunicação social, mostrou um texto encantador, que faz você analisar todos os aspectos da vida e querer, de todo o coração, aquilo que foi lido. Não algo igual. Algo melhor. Maior. Porque o igual àquilo iria destruir a beleza do que aquilo é. Até porque essas coisas são experiências próprias e, por isso, únicas. Mas, não posso esquecer. Definitivamente não posso esquecer. Da publicitária que me apresentou a jornalista. Pois é. Um ser especial. Tão único quanto o que eu li e, ao ler, ansiei em ter. Uma amiga fofa, de um sorriso doce, radiante e, repetindo, fofo. – Ela é um ser tão fofo que isso merece ser explicitamente repetido diversas e diversas vezes. Fofa. Fofa. Fofa. Fofa. – E com esse cabelo novo tão charmoso e sedutor quanto a atriz Scarlett Johansson, que, não por acaso, ela é fã, irá conquistar corações. Mesmo os que estão distantes.
Elas, uma união comunicativa tão especial quanto uma campanha criada por Washington Olivetto, Nizan Guanaes, Roberto Duailibi, Francesc Petit, José Zaragoza, Zeca Martins e outros que, nesse exato momento, não me vem à memória. – Engraçado, a grande parte dos nomes citados é de redatores. -. E pense numa campanha que, mesmo sem conhecer como foi criada, é perfeita.
E pra elas, eu dedico essa minha traninspiração. E digo, suei.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O simples.
Por que tanta complexidade? Dar voltas e voltas em busca de coisas grandiosas e não saber aproveitar o simples? Nunca entendi essa atitude humana. Correr atrás de algo grande, imenso, absurdamente demasiado e, ao fazê-lo, esquecer daquele simples abraço que, por ser tão esplêndido, durou mais do que o necessário; daquele simples sorriso que, por ser tão contagioso, se prolongou e transformou-se numa bela gargalhada. Daquele simples amor, tão simples que se tornou complexo.
Parece que fomos feitos com um único objetivo: atingir o ápice do status social. Que infelicidade humana. Pensamento imaturo e egocêntrico. Até parece que chegar ao topo vai trazer felicidades para alguém que no pouco não soube ser feliz. E nesse processo anti-amor, anti-relacionamento, anti-vida, desviamos nossos olhares do que deveria ser o centro das atenções: o simples.
Uma conversa que converte horas em meros segundos e, quando você menos espera, já passou da hora de ir dormir. Aliás. De acordar. Um beijo que pára o tempo, pára a tarde, pára tudo. Menos o coração. Um carinho que enfraquece os ossos, que baixa as pálpebras, que nos faz dormir o melhor dos sonos. Um segurar de mãos, tão esquecido pela sociedade moderna que, de se achar moderna, deixou passar um ato extraordinário onde duas mínimas partes de dois corpos diferentes têm a força de conectar a alma. Tudo simples. Meras ações, porém belas. Isso sim é que o homem deveria buscar, correr. Voar. Agarrar com todas as forças e nunca mais soltar.
Como se o homem não soubesse que mesmo se chegar ao mais alto ponto da maior montanha e não tiver alguém ao lado para compartilhar esse momento, de nada adiantaria essa infeliz conquista. Porque...do que vale a felicidade se ela não puder ser repartida?
- Simplesmente nada.
Parece que fomos feitos com um único objetivo: atingir o ápice do status social. Que infelicidade humana. Pensamento imaturo e egocêntrico. Até parece que chegar ao topo vai trazer felicidades para alguém que no pouco não soube ser feliz. E nesse processo anti-amor, anti-relacionamento, anti-vida, desviamos nossos olhares do que deveria ser o centro das atenções: o simples.
Uma conversa que converte horas em meros segundos e, quando você menos espera, já passou da hora de ir dormir. Aliás. De acordar. Um beijo que pára o tempo, pára a tarde, pára tudo. Menos o coração. Um carinho que enfraquece os ossos, que baixa as pálpebras, que nos faz dormir o melhor dos sonos. Um segurar de mãos, tão esquecido pela sociedade moderna que, de se achar moderna, deixou passar um ato extraordinário onde duas mínimas partes de dois corpos diferentes têm a força de conectar a alma. Tudo simples. Meras ações, porém belas. Isso sim é que o homem deveria buscar, correr. Voar. Agarrar com todas as forças e nunca mais soltar.
Como se o homem não soubesse que mesmo se chegar ao mais alto ponto da maior montanha e não tiver alguém ao lado para compartilhar esse momento, de nada adiantaria essa infeliz conquista. Porque...do que vale a felicidade se ela não puder ser repartida?
- Simplesmente nada.
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