Acordei e ainda era de noite. Tão escuro que sentia minha mão tocar no meu rosto, mas não conseguia vê-la. Aí, pensei: levanto pra acender a luz? Instantaneamente veio a resposta: claro que não. Ainda hesitei em levantar, mas nem fiz. A preguiça falou mais alto. De repente, o celular toca. Mas não era toque de ligação, era algo melhor: mensagem. Logo, veio em mente: Será que é ela? Com a luz do celular, consegui alcançá-lo e, ansioso, chequei a mensagem. Não era ela. Era a porcaria da Tim dizendo que eu tinha direito a 30 mil reais, se eu pagasse R$ 5 e participasse de uma promoção. Quem dera, nunca ganhei um mero Big Big num bingo, quanto mais uma promoção da Tim. Ainda nem sei como continuo jogando na Mega-Sena. Isso é pra sortudos, e sortudo com certeza eu não sou. Se fosse, teria acordado de manhã, na hora certa pra começar o dia; ao acordar, teria visto o celular e nele estaria uma mensagem dela, com palavras lindas que me causassem um pouco de satisfação emocional. Mas não. Não sou sortudo. Deixa isso pras pessoas que, apostando só uma vez na vida, conseguem ganhar na Mega-Sena. E pior, ainda gasta todo o dinheiro, joga mais uma vez, e ganha de novo. Isso não existe. Sério. Mas por que ele merece isso e eu não? Será que eu nasci num dia de lua cheia? Ou ele nasceu com a bunda virada pra cima? Não sei. Apenas sei que um dia eu espero acordar na hora certa, com uma mensagem de uma pessoa que eu amo dizendo coisas lindas que me causem um pouco de satisfação emocional. Melhor ainda se for muita satisfação emocional. Nem preciso ganhar na Mega-Sena, até porque isso já é pedir demais. E outra: quem tem sorte no amor, tem azar no jogo. Apesar de não acreditar na sorte e, consequentemente, no azar. Pois é. Mas numa coisa eu acredito: no amor.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Bons tempos
Ah, os bons tempos. Onde telespectadores podiam assistir Vinícius e Tom cantando poemas emocionantes na, até então, respeitada Rede Globo. “...a sorrir, a cantar, a pedir, a beleza de amar.” Algo emocionantemente brilhante.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lua.
A lua veio, e com ela, o amor. Dedos acariciando dedos. Mãos tocando mãos. Boca com boca. E o beijo. Tudo a favor da lua.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
terça-feira, 10 de março de 2009
Esquizofrenia.
Eu olhei para aquelas mãos. E que mãos. Aparentemente leves, bem cuidadas – o tipo de pessoa que banha suas preciosas extremidades dos membros superiores com três tipos diferentes de hidratantes antes e depois de dormir – e absurdamente lindas. Até demais. Eram tão meigas que nem a veia sanguínea que pulava míseros milímetros da pele da mão direita estragava a perfeição daquelas mãos. E olhe que eu ainda estou falando das mãos. Uma divindade insignificante se comparada com o conjunto da obra.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Diagnosticando
Briguei com minha mãe. Foi feio. Por parte dela: mais pra ela do que pra mim. Pela minha parte: mais pra mim do que pra ela. Foi feio mesmo. Até demais.
Foi aí que eu pensei:
- Por que a gente briga?
Mas pensei errado. Essa não era a pergunta certa. O certo seria:
- Por que a briga existe?
Eis que veio a resposta: pra diagnosticar os relacionamentos da nossa vida.
Se você briga raramente com uma pessoa é porque essa briga serve pra dizer que o seu relacionamento está vivo. Houve a briga, foi ruim, mas, quando ela passar, tudo vai ficar melhor do que antes. Porque existe o momento pós-briga, algo importantíssimo para a sobrevivência do relacionamento: o perdão.
Por outro lado, se você briga temporariamente com uma pessoa. Cuidado. Provavelmente seu relacionamento está doente. Porque a briga enjoa. E ao enjoar, você vai querer colocar algo pra fora e esse algo pode ser a verdade ou a mentira que você está vivendo. E provavelmente esse ato vem seguido de dúvidas. “O que eu estou fazendo com essa pessoa?”. “Ela realmente é o que eu quero?”. “Será que a gente vai continuar brigando?”. “Por que ele(a) me trata assim?”.
Mas se você briga constantemente. Comece a fugir daquela luz branca no fim do túnel, porque seu relacionamento está morrendo. Se já não morreu. E, ao invés das dúvidas, nasce a afirmação. “Ele(a) não é a pessoa pra mim”. “Ele(a) está lascado na minha mão”. “Nunca mais quero olhar pra você na minha vida”. “Eu te odeio”.
Palavras ferem. Mais do que armas. Mais do que ações. Mais do que a gente imagina. Ela fere. Tanto a alma como o coração. E, na atitude da afirmação, falamos coisas inimagináveis. Portanto, por experiência própria, tenho que enfatizar mais isso: palavras ferem. Cuidado.
A briga realmente diagnóstica o relacionamento. Apenas isso. Ela não cura, nem piora. É um mero reflexo das nossas atitudes. Ou seja, se a briga começar, saiba que é melhor você ter um remédio para fazê-la parar.
Ainda bem que a briga com minha mãe foi algo perdido em meio a 22 anos de convivência. Mas já sei que é melhor parar, porque você sabe, quando a doença vem e a gente não cuida, ela se espalha. E de um raro acontecimento pode surgir um “não agüento mais”.
Foi aí que eu pensei:
- Por que a gente briga?
Mas pensei errado. Essa não era a pergunta certa. O certo seria:
- Por que a briga existe?
Eis que veio a resposta: pra diagnosticar os relacionamentos da nossa vida.
Se você briga raramente com uma pessoa é porque essa briga serve pra dizer que o seu relacionamento está vivo. Houve a briga, foi ruim, mas, quando ela passar, tudo vai ficar melhor do que antes. Porque existe o momento pós-briga, algo importantíssimo para a sobrevivência do relacionamento: o perdão.
Por outro lado, se você briga temporariamente com uma pessoa. Cuidado. Provavelmente seu relacionamento está doente. Porque a briga enjoa. E ao enjoar, você vai querer colocar algo pra fora e esse algo pode ser a verdade ou a mentira que você está vivendo. E provavelmente esse ato vem seguido de dúvidas. “O que eu estou fazendo com essa pessoa?”. “Ela realmente é o que eu quero?”. “Será que a gente vai continuar brigando?”. “Por que ele(a) me trata assim?”.
Mas se você briga constantemente. Comece a fugir daquela luz branca no fim do túnel, porque seu relacionamento está morrendo. Se já não morreu. E, ao invés das dúvidas, nasce a afirmação. “Ele(a) não é a pessoa pra mim”. “Ele(a) está lascado na minha mão”. “Nunca mais quero olhar pra você na minha vida”. “Eu te odeio”.
Palavras ferem. Mais do que armas. Mais do que ações. Mais do que a gente imagina. Ela fere. Tanto a alma como o coração. E, na atitude da afirmação, falamos coisas inimagináveis. Portanto, por experiência própria, tenho que enfatizar mais isso: palavras ferem. Cuidado.
A briga realmente diagnóstica o relacionamento. Apenas isso. Ela não cura, nem piora. É um mero reflexo das nossas atitudes. Ou seja, se a briga começar, saiba que é melhor você ter um remédio para fazê-la parar.
Ainda bem que a briga com minha mãe foi algo perdido em meio a 22 anos de convivência. Mas já sei que é melhor parar, porque você sabe, quando a doença vem e a gente não cuida, ela se espalha. E de um raro acontecimento pode surgir um “não agüento mais”.
Assinar:
Postagens (Atom)
