terça-feira, 10 de março de 2009

Esquizofrenia.

Eu olhei para aquelas mãos. E que mãos. Aparentemente leves, bem cuidadas – o tipo de pessoa que banha suas preciosas extremidades dos membros superiores com três tipos diferentes de hidratantes antes e depois de dormir – e absurdamente lindas. Até demais. Eram tão meigas que nem a veia sanguínea que pulava míseros milímetros da pele da mão direita estragava a perfeição daquelas mãos. E olhe que eu ainda estou falando das mãos. Uma divindade insignificante se comparada com o conjunto da obra.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.

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