Briguei com minha mãe. Foi feio. Por parte dela: mais pra ela do que pra mim. Pela minha parte: mais pra mim do que pra ela. Foi feio mesmo. Até demais.
Foi aí que eu pensei:
- Por que a gente briga?
Mas pensei errado. Essa não era a pergunta certa. O certo seria:
- Por que a briga existe?
Eis que veio a resposta: pra diagnosticar os relacionamentos da nossa vida.
Se você briga raramente com uma pessoa é porque essa briga serve pra dizer que o seu relacionamento está vivo. Houve a briga, foi ruim, mas, quando ela passar, tudo vai ficar melhor do que antes. Porque existe o momento pós-briga, algo importantíssimo para a sobrevivência do relacionamento: o perdão.
Por outro lado, se você briga temporariamente com uma pessoa. Cuidado. Provavelmente seu relacionamento está doente. Porque a briga enjoa. E ao enjoar, você vai querer colocar algo pra fora e esse algo pode ser a verdade ou a mentira que você está vivendo. E provavelmente esse ato vem seguido de dúvidas. “O que eu estou fazendo com essa pessoa?”. “Ela realmente é o que eu quero?”. “Será que a gente vai continuar brigando?”. “Por que ele(a) me trata assim?”.
Mas se você briga constantemente. Comece a fugir daquela luz branca no fim do túnel, porque seu relacionamento está morrendo. Se já não morreu. E, ao invés das dúvidas, nasce a afirmação. “Ele(a) não é a pessoa pra mim”. “Ele(a) está lascado na minha mão”. “Nunca mais quero olhar pra você na minha vida”. “Eu te odeio”.
Palavras ferem. Mais do que armas. Mais do que ações. Mais do que a gente imagina. Ela fere. Tanto a alma como o coração. E, na atitude da afirmação, falamos coisas inimagináveis. Portanto, por experiência própria, tenho que enfatizar mais isso: palavras ferem. Cuidado.
A briga realmente diagnóstica o relacionamento. Apenas isso. Ela não cura, nem piora. É um mero reflexo das nossas atitudes. Ou seja, se a briga começar, saiba que é melhor você ter um remédio para fazê-la parar.
Ainda bem que a briga com minha mãe foi algo perdido em meio a 22 anos de convivência. Mas já sei que é melhor parar, porque você sabe, quando a doença vem e a gente não cuida, ela se espalha. E de um raro acontecimento pode surgir um “não agüento mais”.
sexta-feira, 6 de março de 2009
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Momento Pós-BriGA.. HAhahah
ResponderExcluiresse todo mundo tem. =*