A tinta preta entrou em ação. De fininho, ganhou seu espaço, um por um. O amarelo, o azul e o verde nem desconfiaram da infiltração do preto. O vermelho até que desconfiou, mas foi imprudente ao tentar alertar as outras cores.
Aos poucos o colorido ia sumindo, dando espaço ao preto. Não se via mais o amarelo, tão belo e comovente, presente num dos momentos mais perfeitos: o pôr-do-sol; ou no cabelo louro daquela mulher que chama atenção com os saltos altos, as roupas de moda e o estilo simpático de ser. O azul do mar, que preenchia quase toda a imagem com sua exuberância, foi-se; assim como as calças jeans que cobriam os corpos daquele casal, sentado na beira da praia, curtindo o momento. O verde das paisagens, da natureza, dos coqueirais, do contato direto com o mundo, desapareceu. O vermelho foi o que mais resistiu, não por ter suspeitado do preto, mas por representar o que há de mais importante: o amor; visto no pôr-do-sol, na mulher loura e no belo casal que olhava o mar.
Tudo ficou preto. Até que surgiu o branco, que, ao se juntar com o preto, deu vida ao cinza. No começo, tudo ficou sem nexo, sem efeito, sem emoção; mas depois, quando o cinza deu contraste à imagem, quando o branco limitou os espaços e quando o preto deixou de ser egoísta, a imagem tornou-se algo mais chocante, divino e emotivo; direcionando-se a um patamar superior. O pôr-do-sol ficou mais perfeito do que nunca; a loura, que deixou de ser loura, chamou ainda mais atenção; o mar tornou-se mais amplo e espaçoso, atribuindo mais vida a tal imagem; a natureza gritou, afirmando estar lá, persistindo em comparecer, mesmo quando a maltratamos. E o amor ficou ainda mais apaixonante e sentimental, contrariando todas as dúvidas outrora vividas.
Tudo era preto e branco, mas tudo parecia estar mais colorido do que nunca. Não pelas cores em si, mas pela emoção que a imagem passava. Antes, o colorido estava parado, acomodado em fazer apenas sua parte; estava sem vida, sem graça. Agora, mesmo ausente, ele gritava e pulava. Era como se ele vibrasse a beleza da nova imagem, que deixara de ser colorida, para torna-se preta e branca.
E viu que certas vezes é preciso perder as cores, dar-se por algo mais humilde, porém mais cativante. Perdeu-se as cores chamativas, fortes, quentes; mas se ganhou emoção, sentimento, vida. Pois o foco deixou de ser o colorido e passou a ser o detalhe, que, se você reparar, é o grande responsável pela perfeição da imagem.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Do ninguém ao alguém.
Quem dera. Ele nunca conseguiu ser alguém na vida, quanto mais agora, nesse momento delicado e incerto. Nas oportunidades, não assegurava seu lugar no pódio para garantir um espaço, mesmo que seja medíocre, como o terceiro lugar. Nas desvantagens, que sempre estiveram presentes no seu caminhar, ele nunca se sobressaiu, nem quis, nem buscou. Sempre fora um ser ordinário e trivial. Tão insignificante quanto seus livros não lidos guardados eternamente nas estantes do seu quarto, que usara apenas para dormir, quando não tinha insônia.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
sábado, 4 de abril de 2009
Pão de todos os dias.
Ela fecha os olhos, deixando apenas uma brechinha do globo ocular à mostra. E no mesmo instante, puxa levemente as bochechas pra dentro da boca, fazendo um biquinho, igual àqueles de uma criança encantadora pedindo um beijinho. É lindo. Tudo tão simples e repetitivo, mas tão charmoso e meigo. Sabe quando alguém faz algo tão surpreendente e belo que você quer dar um aperto naquela pessoa? É exatamente isso que ocorre quando esse ato sublime acontece.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sorte.
Acordei e ainda era de noite. Tão escuro que sentia minha mão tocar no meu rosto, mas não conseguia vê-la. Aí, pensei: levanto pra acender a luz? Instantaneamente veio a resposta: claro que não. Ainda hesitei em levantar, mas nem fiz. A preguiça falou mais alto. De repente, o celular toca. Mas não era toque de ligação, era algo melhor: mensagem. Logo, veio em mente: Será que é ela? Com a luz do celular, consegui alcançá-lo e, ansioso, chequei a mensagem. Não era ela. Era a porcaria da Tim dizendo que eu tinha direito a 30 mil reais, se eu pagasse R$ 5 e participasse de uma promoção. Quem dera, nunca ganhei um mero Big Big num bingo, quanto mais uma promoção da Tim. Ainda nem sei como continuo jogando na Mega-Sena. Isso é pra sortudos, e sortudo com certeza eu não sou. Se fosse, teria acordado de manhã, na hora certa pra começar o dia; ao acordar, teria visto o celular e nele estaria uma mensagem dela, com palavras lindas que me causassem um pouco de satisfação emocional. Mas não. Não sou sortudo. Deixa isso pras pessoas que, apostando só uma vez na vida, conseguem ganhar na Mega-Sena. E pior, ainda gasta todo o dinheiro, joga mais uma vez, e ganha de novo. Isso não existe. Sério. Mas por que ele merece isso e eu não? Será que eu nasci num dia de lua cheia? Ou ele nasceu com a bunda virada pra cima? Não sei. Apenas sei que um dia eu espero acordar na hora certa, com uma mensagem de uma pessoa que eu amo dizendo coisas lindas que me causem um pouco de satisfação emocional. Melhor ainda se for muita satisfação emocional. Nem preciso ganhar na Mega-Sena, até porque isso já é pedir demais. E outra: quem tem sorte no amor, tem azar no jogo. Apesar de não acreditar na sorte e, consequentemente, no azar. Pois é. Mas numa coisa eu acredito: no amor.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
Bons tempos
Ah, os bons tempos. Onde telespectadores podiam assistir Vinícius e Tom cantando poemas emocionantes na, até então, respeitada Rede Globo. “...a sorrir, a cantar, a pedir, a beleza de amar.” Algo emocionantemente brilhante.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
Bons tempos. Onde crianças brincavam na rua e aprendiam com o natural o que é ser adulto. Bola de gude, pião, pipa, pega ladrão. Onde vocês estão? Provavelmente mortos. Ou com uma doença degenerativa. Pena. Que pena mesmo. Vocês vão fazer falta pros meus filhos.
Bons tempos. Onde amar era a fonte de energia da vida, o ápice da busca interior, o centro do ser humano. Hoje, o amor se esconde, aparece pra poucas pessoas e ainda assim várias dessas teimam em não entendê-lo, deixando-o desfigurado. Onde o teatro, a leitura, a imaginação eram prazerosos. Hoje, o prazer virou obrigação. Onde havia aquela velha praia com o pôr-do-sol e os amigos. Risos e mais risos. O luau e o violão. Definitivamente mortos. Pelo menos, na minha humilde terra. Pena. Que pena mesmo.
E assim vou, revivendo a partir dos sonhos algo que eu queria fazer, mas não posso: ter os bons tempos. Absurdo. Quem dera meus netos possam ter isso, mas duvido muito. Na melhor da hipótese, eles ainda vão ouvir falar, pelo menos uma vez, quem foi Vinícius de Moraes. E só saberão o nome, nada mais do que isso. Na melhor das hipóteses.
Que pena ser a última geração da bolinha de gude, do futebol no canal, do polícia contra ladrão – sem armas de verdade -. É. Internet e TV. Vocês conseguiram. Realmente transformaram os bons tempos em tempos atuais. E viciaram os humanos. Nós. Eu. Que pena. Que pena mesmo. Espero que seja um vício benigno. Espero. Porque se não for: bem-vinda extinção.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Lua.
A lua veio, e com ela, o amor. Dedos acariciando dedos. Mãos tocando mãos. Boca com boca. E o beijo. Tudo a favor da lua.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
A lua sumiu, e com isso, some o amor. Lua minguante, nascente. Lua cheia. Qualquer uma, por favor, volte. Canso, mas não canso de pedir, porque preciso dela, que ela esteja aqui, para dar continuação ao que parei, mas não quis.
E o sol? O sol é pros amigos, pra vida, pro sorriso, pra diversão. Pros problemas, brigas, mas nem sempre discussão. Pra vida em si, cheia de momentos e alegrias que disponibilizam o prazer de viver esta vida. Além disso, todo dia tem sol, mas nem toda noite tem lua.
Ah, como eu queria a lua. E com ela, relembrar os velhos e bons momentos. Abraçadinho. Juntinho. Agarradinho. Vai dizer que não é bom? Não tem quem o diga. Tanto faz, tanto fez, o que é, será. Mas uma coisa eu digo: do mar, fez-se a beleza da praia, da praia, fez-se a lua e é na lua que o meu amor está.
Nem falo, nem irei falar. Apenas sei. Devo encontrar meu amor por aí. Andando na esquina da vida e no centro das coisas, olhando sempre pra lua e a lua olhando sempre pra ela.
Não sei você, mas eu sei de onde vem a lua. Não é o astro mais próximo da terra, nem mesmo um satélite natural, é uma espetacular e única obra de arte esculpida por Deus, que possui uma única intenção: aproximar os meros terráqueos da essência do verdadeiro amor conjugal.
Lua vem. Lua vai. Pára lua. De verdade, peço-te: vem. Apesar de o verdadeiro amor ter sumido na atual sociedade. Vem. Aparece e faz o que tu sabes fazer de melhor: amar.
E assim, ao te olhar, a gente possa lembrar da essência do amor. E, quem sabe, até mesmo, voltar a te beijar.
terça-feira, 10 de março de 2009
Esquizofrenia.
Eu olhei para aquelas mãos. E que mãos. Aparentemente leves, bem cuidadas – o tipo de pessoa que banha suas preciosas extremidades dos membros superiores com três tipos diferentes de hidratantes antes e depois de dormir – e absurdamente lindas. Até demais. Eram tão meigas que nem a veia sanguínea que pulava míseros milímetros da pele da mão direita estragava a perfeição daquelas mãos. E olhe que eu ainda estou falando das mãos. Uma divindade insignificante se comparada com o conjunto da obra.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
Deusa? Se existissem, provavelmente ela seria uma.
É. Foi necessário dedicar todo um parágrafo para a citação anterior e, ao fazê-lo, quebrar com a linha de raciocínio. Até porque nesse exato momento, vendo esse ser de beleza tão intensa, ter raciocínio lógico já é querer demais. Demais até. Além disso, a mão é tão “tão” que para falar do contexto no qual ela se encontra, a deusa, tive que criar um parágrafo novo. Vejamos e convenhamos, se ela é, teoricamente, uma deusa, então a cultuei com esse sacrifício: o parágrafo. Pronto. Fim dos benefícios em prol do sacrifício. Voltando.
Que mulher. Extrahiperlavangatemente linda. Isso mesmo. Uma nova palavra para decifrá-la. As já existentes não tiveram êxito na captação do ápice da ideal definição desse ser absurdamente magnífico.
E... ot a h b nd l ve m i f l e n d c l. Calma. Fiquei sem fôlego. Respira, inspira. Respira, inspira. Pronto. Tudo isso porque ela acabou de colocar as mãos na boca. E que boca. Tão sedutora que até parece que ela suspira com uma voz delicada, dizendo: - Vem cá me ter. É brega, mas foi tão surreal que valeu apena pagar esse mico. O toque foi delicado. Ocorreu entre o dedo apontador e aqueles beiços deliciosos. Ou aparentemente deliciosos – eu ainda não os experimentei -. Ainda. Espero.
Mas não é só a beleza exterior que fielmente encanta. Ao ver seus olhos, eu senti algo diferente. Um olhar tão apaixonante quanto o do primeiro amor. Ah, se eu tivesse dado mais valor ao primeiro amor, quem sabe nem precisaria estar aqui, olhando... Não. Esquece. Apaga o que eu pensei. Claro que estaria aqui, olhando essa bela mulher. Dando valor ou não ao primeiro amor. Sim. Eu estaria aqui. Porque, além de ser demasiadamente perfeita, ela tem um olhar impactante, fundo, expressivo. Melhor dizendo: apaixonante. Algo que me tele transporta para o seu interior. E que interior! Apesar de não conhecê-lo, vejo que ele transmite com dignidade o que ela é: um ser meigo, fofo, carinhoso e amoroso. Tão quanto ou mais do que a multiplicação da soma dos elogios de todas as partes do seu corpo. E digo mais, elogios vindos de mim.
Pois é. Que mulher. Pena não tê-la visto. Nem conhecido. Nem mesmo presenciado sua existência. Ah se ela não fosse apenas uma mera miragem amorosa, se assim posso dizer. Fruto do mundo existente entre o meu consciente e o inconsciente. Um momento de esquizofrenia própria, algo que os loucos não podem desfrutar.
Contudo espero um dia encontrar uma dessas, a mulher dos sonhos. Quem sabe ela vaga por aí. Até mesmo ela pode estar andando ao meu redor. Vagando em círculos e círculos sem fim. Não sei. Mas com certeza irei saber quando ela, delicadamente, colocar a mão na boca e eu, instantaneamente, ficar sem ar.
Ai sim. Quem sabe. A esquizofrenia vire realidade.
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