Abusei da regra três?
Ou a regra três abusou de mim?
Só sei que, num piscar de olhos,
Entrei no temido lugar, onde o menos vale mais.
Ou o mais vale menos.
O que importa? Agora, tudo vale igual.
Bem que ele disse: o perdão também cansa de perdoar.
Pelo visto, vou curtir o deserto. Apenas só ou sozinho.
Num escuro perturbante.
Mas com a brecha de luz daquela lâmpada que insiste em brilhar.
E mesmo que com tão pouco você já foi,
Acredito que com o muito você ficou.
Porque os momentos felizes deixaram raízes no penar.
E se um dia a tristeza quiser entrar,
Lá estarei eu, lembrando do melhor sorriso.
E quem sabe, poderei até chorar.
domingo, 12 de julho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Só pra postar.
Atormentado com a imagem tão peculiar, ele se perdia no seu próprio intelecto, entre um certo subconsciente, que predominava na situação, e o consciente, declaradamente intrometido. Não aguentava mais olhá-la, não por ter traços precisos e equilibrados, desenhados com total perfeição, nem por apresentar cores que se encaixavam magicamente, como se ensaiassem seus passos desde crianças, mas por algo misteriosamente incógnito; que nem mesmo ele ousara saber.
Petrificado numa posição inadequada, que denunciava sua angústia pela tal imagem, o homem pensava baixo, analisando o suposto autor daquela obra-de-arte.
- Será que é de Vermeer? Reforço nos detalhes, símbolos naturais. Mas...
Algo estava errado. O quadro tinha uma característica própria, tão gritante quanto a incapacidade de conseguir encontrá-la. Mas sabia-se que ela estava lá. A dúvida do devido autor reinava sobre sua mente, até que uma bela moça, com um vestido longo, de corte especial que mostrava suas lindas pernas, tão hidratadas quanto o seu rosto, que, além de ser belo, passava uma delicadeza divina, olha para a imagem e instantaneamente diz:
- Lindo. Só poderia ser Chen Bo.
Nesse exato e único momento, só veio uma palavra na boca do homem: humilhação. Ainda bem que ele estava no processo de “pensar baixo”, não chamando a atenção da linda e charmosa mulher. Logo, ele percebeu algo até então inédito, que o incomodou por completo; realmente não entendia nada de arte, principalmente de pintura. Após o impacto da tal descoberta, ele começou a olhar para a imagem de outra forma, perdeu seu posto de soberania, quebrando com toda a angústia, e desceu para algo mais desfrutador, onde ele apreciava com total prazer a tal imagem, sem questioná-la, apenas olhava e olhava, sem nenhuma intenção a mais.
E de alguém que não conseguia ver a beleza exemplar da imagem, porque achava estar num posto superior e impróprio para ser encantado pela mesma, ele descobriu que é mais satisfatório ser humilde e conseguir apreciar o que há de melhor.
Petrificado numa posição inadequada, que denunciava sua angústia pela tal imagem, o homem pensava baixo, analisando o suposto autor daquela obra-de-arte.
- Será que é de Vermeer? Reforço nos detalhes, símbolos naturais. Mas...
Algo estava errado. O quadro tinha uma característica própria, tão gritante quanto a incapacidade de conseguir encontrá-la. Mas sabia-se que ela estava lá. A dúvida do devido autor reinava sobre sua mente, até que uma bela moça, com um vestido longo, de corte especial que mostrava suas lindas pernas, tão hidratadas quanto o seu rosto, que, além de ser belo, passava uma delicadeza divina, olha para a imagem e instantaneamente diz:
- Lindo. Só poderia ser Chen Bo.
Nesse exato e único momento, só veio uma palavra na boca do homem: humilhação. Ainda bem que ele estava no processo de “pensar baixo”, não chamando a atenção da linda e charmosa mulher. Logo, ele percebeu algo até então inédito, que o incomodou por completo; realmente não entendia nada de arte, principalmente de pintura. Após o impacto da tal descoberta, ele começou a olhar para a imagem de outra forma, perdeu seu posto de soberania, quebrando com toda a angústia, e desceu para algo mais desfrutador, onde ele apreciava com total prazer a tal imagem, sem questioná-la, apenas olhava e olhava, sem nenhuma intenção a mais.
E de alguém que não conseguia ver a beleza exemplar da imagem, porque achava estar num posto superior e impróprio para ser encantado pela mesma, ele descobriu que é mais satisfatório ser humilde e conseguir apreciar o que há de melhor.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Futuro promissor
02. Menina de seis anos de idade é violentada pelo próprio pai. Ele diz que fez o ato porque não recebia “carinhos” suficientes da mulher, que colocava gaia nele com o seu melhor amigo. É bronca.
04. Deputado é preso após ter roubado 6 milhões de reais que deveriam ser destinados para a construção de uma rodovia. Ele afirma que o dinheiro estava sendo guardado para devidas precauções futuras.
06. O ator Luís Verdana acaba de se separar da sua mulher. O casamento durou apenas 4 meses. Olha olha. E outra, ator da globo é pego usando cocaína em festa. Atriz aparece na internet fazendo relações sexuais com três homens.
07. Pu%# que Pa$#u. Tá Fo!@ o programa hoje. Cara@#$!. Pois é assim mesmo, aqui é na base da porrada, porr@. E se não gostou, vá tom$@ no c#. Seu merdinha burguês.
09. Enchente desabriga 100 mil pessoas no Norte e Nordeste do Brasil. Estado declara emergência. O dinheiro que deveria ajudar essas famílias sumiu, o governo diz não saber o porquê do fato, mas diz que vai pesquisar.
11. Vemos aq... o que aconte... qua... tira... o lugar. Sempre é vis... poi... o úni... momen... deve ter na educação... Senhor Moisé..... explica que o núme.... deve est..... compli... aqui.
13. Estamos em mais uma final do BBB. Ligue agora e tire alguém da casa. Pegue o seu telefone da Tim, aquele Nokia lindo, use uma camisa de C&A, coloque um Super Bond no seu boneco da Estrela preferido e ligue. Ou mande uma mensagem e concorra a um Pálio Fire 1.8 com um som da Sony.
É comprovado que uma criança passa no mínimo 4 horas diárias na frente de uma TV. Futuro promissor o Brasil terá pela frente, não acha?
04. Deputado é preso após ter roubado 6 milhões de reais que deveriam ser destinados para a construção de uma rodovia. Ele afirma que o dinheiro estava sendo guardado para devidas precauções futuras.
06. O ator Luís Verdana acaba de se separar da sua mulher. O casamento durou apenas 4 meses. Olha olha. E outra, ator da globo é pego usando cocaína em festa. Atriz aparece na internet fazendo relações sexuais com três homens.
07. Pu%# que Pa$#u. Tá Fo!@ o programa hoje. Cara@#$!. Pois é assim mesmo, aqui é na base da porrada, porr@. E se não gostou, vá tom$@ no c#. Seu merdinha burguês.
09. Enchente desabriga 100 mil pessoas no Norte e Nordeste do Brasil. Estado declara emergência. O dinheiro que deveria ajudar essas famílias sumiu, o governo diz não saber o porquê do fato, mas diz que vai pesquisar.
11. Vemos aq... o que aconte... qua... tira... o lugar. Sempre é vis... poi... o úni... momen... deve ter na educação... Senhor Moisé..... explica que o núme.... deve est..... compli... aqui.
13. Estamos em mais uma final do BBB. Ligue agora e tire alguém da casa. Pegue o seu telefone da Tim, aquele Nokia lindo, use uma camisa de C&A, coloque um Super Bond no seu boneco da Estrela preferido e ligue. Ou mande uma mensagem e concorra a um Pálio Fire 1.8 com um som da Sony.
É comprovado que uma criança passa no mínimo 4 horas diárias na frente de uma TV. Futuro promissor o Brasil terá pela frente, não acha?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
P/B.
A tinta preta entrou em ação. De fininho, ganhou seu espaço, um por um. O amarelo, o azul e o verde nem desconfiaram da infiltração do preto. O vermelho até que desconfiou, mas foi imprudente ao tentar alertar as outras cores.
Aos poucos o colorido ia sumindo, dando espaço ao preto. Não se via mais o amarelo, tão belo e comovente, presente num dos momentos mais perfeitos: o pôr-do-sol; ou no cabelo louro daquela mulher que chama atenção com os saltos altos, as roupas de moda e o estilo simpático de ser. O azul do mar, que preenchia quase toda a imagem com sua exuberância, foi-se; assim como as calças jeans que cobriam os corpos daquele casal, sentado na beira da praia, curtindo o momento. O verde das paisagens, da natureza, dos coqueirais, do contato direto com o mundo, desapareceu. O vermelho foi o que mais resistiu, não por ter suspeitado do preto, mas por representar o que há de mais importante: o amor; visto no pôr-do-sol, na mulher loura e no belo casal que olhava o mar.
Tudo ficou preto. Até que surgiu o branco, que, ao se juntar com o preto, deu vida ao cinza. No começo, tudo ficou sem nexo, sem efeito, sem emoção; mas depois, quando o cinza deu contraste à imagem, quando o branco limitou os espaços e quando o preto deixou de ser egoísta, a imagem tornou-se algo mais chocante, divino e emotivo; direcionando-se a um patamar superior. O pôr-do-sol ficou mais perfeito do que nunca; a loura, que deixou de ser loura, chamou ainda mais atenção; o mar tornou-se mais amplo e espaçoso, atribuindo mais vida a tal imagem; a natureza gritou, afirmando estar lá, persistindo em comparecer, mesmo quando a maltratamos. E o amor ficou ainda mais apaixonante e sentimental, contrariando todas as dúvidas outrora vividas.
Tudo era preto e branco, mas tudo parecia estar mais colorido do que nunca. Não pelas cores em si, mas pela emoção que a imagem passava. Antes, o colorido estava parado, acomodado em fazer apenas sua parte; estava sem vida, sem graça. Agora, mesmo ausente, ele gritava e pulava. Era como se ele vibrasse a beleza da nova imagem, que deixara de ser colorida, para torna-se preta e branca.
E viu que certas vezes é preciso perder as cores, dar-se por algo mais humilde, porém mais cativante. Perdeu-se as cores chamativas, fortes, quentes; mas se ganhou emoção, sentimento, vida. Pois o foco deixou de ser o colorido e passou a ser o detalhe, que, se você reparar, é o grande responsável pela perfeição da imagem.
Aos poucos o colorido ia sumindo, dando espaço ao preto. Não se via mais o amarelo, tão belo e comovente, presente num dos momentos mais perfeitos: o pôr-do-sol; ou no cabelo louro daquela mulher que chama atenção com os saltos altos, as roupas de moda e o estilo simpático de ser. O azul do mar, que preenchia quase toda a imagem com sua exuberância, foi-se; assim como as calças jeans que cobriam os corpos daquele casal, sentado na beira da praia, curtindo o momento. O verde das paisagens, da natureza, dos coqueirais, do contato direto com o mundo, desapareceu. O vermelho foi o que mais resistiu, não por ter suspeitado do preto, mas por representar o que há de mais importante: o amor; visto no pôr-do-sol, na mulher loura e no belo casal que olhava o mar.
Tudo ficou preto. Até que surgiu o branco, que, ao se juntar com o preto, deu vida ao cinza. No começo, tudo ficou sem nexo, sem efeito, sem emoção; mas depois, quando o cinza deu contraste à imagem, quando o branco limitou os espaços e quando o preto deixou de ser egoísta, a imagem tornou-se algo mais chocante, divino e emotivo; direcionando-se a um patamar superior. O pôr-do-sol ficou mais perfeito do que nunca; a loura, que deixou de ser loura, chamou ainda mais atenção; o mar tornou-se mais amplo e espaçoso, atribuindo mais vida a tal imagem; a natureza gritou, afirmando estar lá, persistindo em comparecer, mesmo quando a maltratamos. E o amor ficou ainda mais apaixonante e sentimental, contrariando todas as dúvidas outrora vividas.
Tudo era preto e branco, mas tudo parecia estar mais colorido do que nunca. Não pelas cores em si, mas pela emoção que a imagem passava. Antes, o colorido estava parado, acomodado em fazer apenas sua parte; estava sem vida, sem graça. Agora, mesmo ausente, ele gritava e pulava. Era como se ele vibrasse a beleza da nova imagem, que deixara de ser colorida, para torna-se preta e branca.
E viu que certas vezes é preciso perder as cores, dar-se por algo mais humilde, porém mais cativante. Perdeu-se as cores chamativas, fortes, quentes; mas se ganhou emoção, sentimento, vida. Pois o foco deixou de ser o colorido e passou a ser o detalhe, que, se você reparar, é o grande responsável pela perfeição da imagem.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Do ninguém ao alguém.
Quem dera. Ele nunca conseguiu ser alguém na vida, quanto mais agora, nesse momento delicado e incerto. Nas oportunidades, não assegurava seu lugar no pódio para garantir um espaço, mesmo que seja medíocre, como o terceiro lugar. Nas desvantagens, que sempre estiveram presentes no seu caminhar, ele nunca se sobressaiu, nem quis, nem buscou. Sempre fora um ser ordinário e trivial. Tão insignificante quanto seus livros não lidos guardados eternamente nas estantes do seu quarto, que usara apenas para dormir, quando não tinha insônia.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
Certamente, ser alguém na vida não é um fardo a ser adquirido por ele. Mas, como a vida é cheia de acontecimentos divinos que surpreendem a cada movimento de um ponteiro de relógio, ele descobriu um alguém e, inesperadamente, se apaixonou. Só isso bastou. Nada além seria necessário para mudar a atual posição de retrocedência, grudada bruscamente no seu ser, um retrocesso fatal que causava uma inquietação aniquiladora, algo como: não sou ninguém.
Bastou isso. Saber que alguém precisava dele, que um olhar nos olhos pode durar uma eternidade, mesmo que ela seja meros segundos. Ser importante e dar importância à pessoa. Tocar. Acariciar. Se dar. Bastou. Nada mais. De um segundo para o outro, ele deixava seu posto de ninguém, para se consagrar como um alguém. Uma utopia que na verdade era lúdica. Utopia, por ser o ideal que o levava à condição de existência; lúdica, por ser tão insegura que, com uma fragilidade única, pode tornar-se uma brincadeira amorosa, assim como ser pego num pega-pega da vida.
Mas ele sabia que valia apena arriscar. Essa sensação não era apenas uma reação química dentro do seu cérebro, era algo a mais. Mesmo com a eterna dúvida do ter mesmo não tendo, ele sabia que ela, ao se aproximar tão intimamente, modificou seu estado de um ser inexistente para um ser apaixonado.
Quem dera. Por causa de um outro qualquer, ele conseguiu ser alguém.
sábado, 4 de abril de 2009
Pão de todos os dias.
Ela fecha os olhos, deixando apenas uma brechinha do globo ocular à mostra. E no mesmo instante, puxa levemente as bochechas pra dentro da boca, fazendo um biquinho, igual àqueles de uma criança encantadora pedindo um beijinho. É lindo. Tudo tão simples e repetitivo, mas tão charmoso e meigo. Sabe quando alguém faz algo tão surpreendente e belo que você quer dar um aperto naquela pessoa? É exatamente isso que ocorre quando esse ato sublime acontece.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
Já a outra tem um jeito extrovertido de ser, citando coisas inusitadas e demasiadamente impróprias na sala de aula, mas tudo para expressar o que sente. Engraçado são as caras e bocas que faz para se expressar. Se gosta, ama; se não gosta, odeia; e faz de tudo para demonstrar isso. Coloca a mão no fogo por você e o defende com todas as forças.
À elas, meu pão de todos os dias, mando beijos, abraços, carinho, tudo o que tiver de melhor em mim. Pois a vida é algo melhor com elas. Um triângulo amoroso onde apenas a amizade reina, nada mais. Eu amo aqui, ela ama ali e a outra ama lá; e tudo se completa, completando todos nós. Sempre na medida do possível e do impossível.
Quem disse que não existe amizade entre homem e mulher realmente não soube amar.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sorte.
Acordei e ainda era de noite. Tão escuro que sentia minha mão tocar no meu rosto, mas não conseguia vê-la. Aí, pensei: levanto pra acender a luz? Instantaneamente veio a resposta: claro que não. Ainda hesitei em levantar, mas nem fiz. A preguiça falou mais alto. De repente, o celular toca. Mas não era toque de ligação, era algo melhor: mensagem. Logo, veio em mente: Será que é ela? Com a luz do celular, consegui alcançá-lo e, ansioso, chequei a mensagem. Não era ela. Era a porcaria da Tim dizendo que eu tinha direito a 30 mil reais, se eu pagasse R$ 5 e participasse de uma promoção. Quem dera, nunca ganhei um mero Big Big num bingo, quanto mais uma promoção da Tim. Ainda nem sei como continuo jogando na Mega-Sena. Isso é pra sortudos, e sortudo com certeza eu não sou. Se fosse, teria acordado de manhã, na hora certa pra começar o dia; ao acordar, teria visto o celular e nele estaria uma mensagem dela, com palavras lindas que me causassem um pouco de satisfação emocional. Mas não. Não sou sortudo. Deixa isso pras pessoas que, apostando só uma vez na vida, conseguem ganhar na Mega-Sena. E pior, ainda gasta todo o dinheiro, joga mais uma vez, e ganha de novo. Isso não existe. Sério. Mas por que ele merece isso e eu não? Será que eu nasci num dia de lua cheia? Ou ele nasceu com a bunda virada pra cima? Não sei. Apenas sei que um dia eu espero acordar na hora certa, com uma mensagem de uma pessoa que eu amo dizendo coisas lindas que me causem um pouco de satisfação emocional. Melhor ainda se for muita satisfação emocional. Nem preciso ganhar na Mega-Sena, até porque isso já é pedir demais. E outra: quem tem sorte no amor, tem azar no jogo. Apesar de não acreditar na sorte e, consequentemente, no azar. Pois é. Mas numa coisa eu acredito: no amor.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
Mensagem, te espero. E você que vai mandar, quem sabe um dia a gente possa se amar. Quem sabe. E outra, se for uma galega linda, gente fina, de uma feição divina, com carinhas apaixonantes, melhor ainda. Mas, será que essa mulher existe? Quem dera. Se eu for sortudo, encontro. Se não, posso até encontrar, mas provavelmente ela vai estar namorando, casada, com amante, seja o que for. Por isso, peço: sorte, mesmo sem acreditar em você, chega pra mim. Azar, dá o lavra bicho. Sorte, vem dizer um oi. Que do oi eu faço algo maior. Te seguro firme e forte e não solto mais. Aí quem sabe, a mulher se transforme em realidade e a gente possa se amar.
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